Redes sociais vs. autoestima
Escrito por Redação em Abril 12, 2023
A procura da imagem e vida perfeitas on-line não só fragiliza a autoestima dos internautas, como é irrealista.
A autoestima não é algo que compramos, mas sim algo que precisamos de desenvolver e que requer um trabalho diário. E nunca foi tão falada como agora.
Com imagens de pessoas aparentemente perfeitas, filtros e as aplicações de edição de imagem, as dificuldades podem ser muitas, especialmente para quem apresenta uma baixa autoconfiança.
Em 2019, o Instagram apresentou a opção de retirar o número de likes das publicações para proteger a autoestima dos utilizares da rede social, uma vez que entende que os números podem afetar a forma como olhamos para nós próprios.
No entanto, na rede vizinha TikTok, o “Bold Glamour” é o mais recente filtro a fazer furor e é um exemplo do perigo da beleza artificial. Desde o seu lançamento, já foi descarregado mais de 16 milhões de vezes e é um dos mais convincentes, uma vez que não desaparece do rosto do utilizador, apesar de qualquer movimento que possa existir.
Já na “vida real”, há ainda quem responsabilize a “cultura Kardashian” por não só promover uma beleza irrealista, como por incentivar a procura pelas intervenções estéticas.
Se nunca foi fácil lidar com a autoestima no passado, atualmente não é diferente. As dúvidas e inseguranças continuam a existir, mas é importante relembrar que a perfeição que vemos nas redes sociais não é real.