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Militares da GNR condenados após torturas a imigrantes em Odemira

Written by on 10 de Janeiro, 2023

Dois dos sete arguidos ficaram proibidos de exercer funções na GNR durante três anos e meio.

Nesta terça-feira, o coletivo de juízes do Tribunal de Beja condenou os sete militares da GNR de Vila Nova de Milfontes suspeitos de sequestro, abuso de poder e agressões a imigrantes, em Odemira.

“Todos agiram como dolo direto, em profundo gozo à custa das vítimas”, concluiu o juiz do Tribunal de Beja, na leitura da sentença.

Seis dos arguidos foram condenados entre um ano e três anos de pena de prisão suspensa. O arguido Rúben Candeias, o principal responsável pelos crimes, foi condenado a pena de prisão efetiva de seis anos.

Estes crimes resultam de uma investigação, depois de terem sido divulgados vídeos, que mostravam elementos da GNR a agredir imigrantes que viviam em Odemira e trabalhavam em estufas. Nos vídeos, gravados em 2018 e 2019, é possível ver agressões física e verbais.

“Em declarações à agência Lusa, o advogado de Rúben Candeias, António Alves, disse que ainda vai analisar o acórdão do coletivo de juízes, antes de decidir se recorre da decisão, mas considerou-a, numa primeira análise, excessiva”, pode ler-se na LUSA.

“Só depois da leitura é que podemos aferir se temos bases para recorrer e em que moldes o vamos fazer“, disse o advogado, frisando que “qualquer pena de prisão efetiva é excessiva”, citado pela LUSA.

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