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Daniel Oliveira chora morte de amigo de longa data

Written by on 10 de Maio, 2022

“Aprendi muito com ele”.

Na manhã desta terça-feira, dia 10, Daniel Oliveira recorreu à sua página de Instagram para lamentar a morte de um amigo e colega de longa data, Manel.

“Não sei por onde começar. Nenhum de nós sabe. Falta-nos o Manel que teria uma ideia qualquer genial, como fez com as milhares de peças de televisão que editou e das muitas ideias que a sua criatividade pôs em prática ao longo das últimas 2 décadas. Comigo são 18 anos, a começar na velha Edipim, onde passámos uma vida inteira antes desta”, começou por recordar o diretor de programas da SIC.

“Tímido na primeira impressão e completamente galhofeiro depois disso, o Manel era um artista que não o quis ser, preferiu o tricotado mágico da edição e disso uma forma de arte”, destacou.

Daniel Oliveira lembrou ainda os primeiros trabalhos que os dois realizaram na RTP: “O Manel foi genial em tudo o que fizemos nesse tempo para a RTP, foi ele que deu o brilho maior, o toque de midas, aos primeiros grandes trabalhos que fizemos com o Cristiano em Manchester e com muitos outros, que fizeram escola na televisão em Portugal“.

O marido de Andreia Rodrigues referiu ainda algumas das qualidades do amigo, destacando que aprendeu muito com este.

“Aprendi muito com ele, o Manel era um garimpeiro de essências, das particularidades escondidas, conseguia ver o que mais ninguém via e descobria sempre a música certa para cada momento. Conhecia bandas e temas que só ele conhecia. Nesse tempo e já depois na SIC, no Gosto Disto, o nosso Manel tinha sempre solução musical para maior maluqueira que um vídeo pudesse ter. “Que música metemos aqui?”, “Pergunta ao Manel!”.

“O nosso Manel era uma das alma da nossa equipa dos magazines há mais de uma década, era quem tornava leve o passar dos dias pesados, de formas não totalmente partilháveis. Nunca deixou que os seus dias menos bons nos chegassem ou alterassem a alegria cúmplice que a presença dele emanava, e essa é uma forma grande altruísmo e amor”, notou.

“(…) Quanto a nós dois, meu Manel, as piadas que são só nossas, hoje têm menos graça. Piadas de uma só letra e repetidas por toda uma vida, em que bastava um dizer para o outro completar. Mais ninguém as sabe a não ser tu, Manel. Vou ter de as guardar comigo. No mesmo sítio em que te guardarei a ti. E talvez as continuemos a dizer sem ninguém ouvir. Obrigado por tudo, Manel”, concluiu o apresentador.

Vê aqui as fotografias divulgadas:


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