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Cláudio Ramos fala sobre relacionamento com pai biológico

Written by on 14 de Setembro, 2021

Cláudio Ramos esteve à conversa com Manuel Luís Goucha no programa “Goucha”, na TVI, e falou sobre o relacionamento com o seu pai de ‘coração’ e com o biológico.

Depois de estrear o ‘Big Brother 2021‘ ao lado de Manuel Luís Goucha, Cláudio Ramos foi convidado do apresentador no programa da tarde. O balanço da estreia foi tema de conversa, mas não só. O apresentador do «Dois às 10» falou da sua vida e da família.

O apresentador contou que sabe quem é o pai biológico mas criou relação com ele.

“Nunca me preocupei em saber quem é o meu pai biológico. Sei quem é, nunca me esconderam, a minha mãe nunca me escondeu”, começou por dizer.

Cláudio Ramos afirma não haver nenhuma revolta pelo que aconteceu.

“Sei que ele tem de levar todos os dias comigo na televisão, o que é muito aborrecido para ele, para a mulher dele, para as filhas dele, isso é muito chato. De certeza que ele viu o ‘Big Brother’, que a mulher viu e que as minhas meias irmãs viram”, acrescentou Cláudio Ramos.

A mãe do apresentador teve outro companheiro que Cláudio considera ser pai.

“Mas o meu pai chama-se José Luís, morreu há três anos, e com os seus defeitos e qualidades foi o meu pai. Foi um brilhante pai para os meus irmãos, o companheiro da minha mãe até morrer”, disse.

O colega de Maria Botelho Moniz nas manhãs da TVI revelou ainda que considerava-se crescido demais para alguém lhe impor regras.

 “Queria outro pai ou se calhar não queria pai. Não preciso. Não precisava. Era crescido demais para permitir que alguém me pusesse regras. A maneira de pensar do meu pai não era o que eu queria, queria outra coisa para mim“, afirmou.

“O meu pai era muito inteligente, muito culto e viajado. Era um pensador e era muito bonito. Mas ao mesmo tempo tinha umas ideias muito dele. Ele achava que os filhos tinham de se comportar daquela maneira“, recordou Cláudio Ramos.

“Aprendi desde que sou pai a entender. Vou sempre gostar de uma pessoa que em 1974 casa com uma mulher que tinha dois filhos de uma relação anterior, que os perfilha, que lhes dá um nome. Aceita-os como filhos e dá o mesmo tratamento a todos. Acho que o meu pai tinha mais vaidade em mim do que nos outros e que por eu ser tão estranho picávamo-nos tanto”, disse ainda.

“Conversei com ele para aí quatro ou cinco dias antes. Mas entendi-o e fiz as pazes comigo mesmo“, rematou.


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