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Graça Freitas destaca dois grupos para receberem terceira dose

Written by on 25 de Agosto, 2021

Graça Freitas, diretora-geral da Saúde, admitiu que a terceira dose da vacina contra a Covid-19 poderá ser uma possibilidade para dois grupos distintos.

“A questão da terceira dose tem duas componentes: para os imunosuprimidos é uma outra oportunidade de ficarem imunizados; para as pessoas que tiveram a sua vacinação, mas porque são velhos, doentes ou terem outra condição que não os deixou duradouramente protegidos, está a ser equacionado um reforço. São estes estudos que estão a ser feitos e que têm muito a ver com a duração da imunidade”, começou por dizer.

Foi à conversa na ‘Casa Feliz‘, da SIC, que Graça Freitas destacou que para os imunosuprimidos “está aconselhada uma outra dose” da vacina, não configurando um reforço, mas sim uma “outra oportunidade de se vacinarem”, dando como exemplo um doente oncológico depois de concluir tratamento que afetou o respetivo sistema imunitário. “É um grupo restrito, serão menos de 100 mil pessoas”, destacou.

“Diferente é em determinadas populações que não têm o seu sistema imunitário tão forte: nessas pessoas fazemos um reforço, pegando na imunidade que já têm das outras duas doses e estimulando essa imunidade”, acrescentou.

No que diz respeito à decisão de vacinar as crianças e jovens, Graça Freitas destacou a “grande necessidade” que a DGS teve de ter mais dados e fez um contraponto com o processo nos idosos.

“O benefício de vacinação de um idoso é imenso, porque tem um grande risco de ter doença e de poder morrer. Os benefícios ultrapassam em muito os riscos. Obviamente que os mais novos têm doença menos grave, portanto os benefícios são um pouco menores e temos de ser muito mais cuidadosos do que já somos com os riscos. Foi isso que se passou, tivemos de esperar por estudos que dissessem que vacinar este grupo etário traz benefícios e é seguro”.

Desta forma, a responsável destacou que a recomendação de vacinação para esta faixa etária é feita “com segurança” para todos, defendendo que “quanto mais depressa e a mais pessoas chegar, melhor”.

Relativamente ao avança de Portugal no desconfinamento, trata-se de “uma “questão de equilíbrio”, sustentou, aproveitando para apelar à toma da vacina.

“Quantas mais pessoas estiverem vacinadas, mais nós conseguimos aliviar as medidas e a nossa vida se tornará normal ou mais parecida com o que era. Disse parecida e não igual, porque ainda não é altura de fazermos tudo, mas é altura de nós próprios percebermos o que é que podemos fazer no dia a dia para diminuir o risco, porque ainda não é zero”, concluiu.

Fonte: Agência Lusa / Fotografia: André Kosters


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