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Farmácias mais pequenas pedem cedência de um espaço para realizar testes

Written by on 2 de Agosto, 2021

A Associação de Farmácias de Portugal defendeu as farmácias mais pequenas deveriam ter um espaço, cedido temporariamente pelas autarquias, para a realização dos testes comparticipados à Covid-19.

Manuela Pacheco, presidente da Associação de Farmácias de Portugal (AFP), defende que a baixa adesão (15% que corresponde a cerca de 3 000 de todo o país) por parte das farmácias à realização dos testes de antigénio à Covid-19 comparticipados pelo Estado poderia vir a aumentar se houvesse colaboração entre as várias entidades envolvidas.

De acordo com a responsável, há farmácias que tinham interesse em fazê-lo, mas não puderam por não terem espaço suficiente para testar os utentes, revelou.

“Temos algumas farmácias que pretendiam usufruir da bolsa dos voluntários disponibilizada pela Ordem dos Farmacêuticos para realizar este serviço, mas precisavam de uma sala ou de um local onde pudessem executar os testes”, adiantou.

“Sei que pelo menos duas farmácias estão a fazer os testes de antigénio em frente à farmácia em espaços que a Câmara de Lisboa cedeu sem pagamento da utilização de via pública, sem nada”, apontou, defendendo que mais autarquias deviam seguir o mesmo exemplo.

Além da pouca adesão, há concelhos que não têm uma única farmácia a realizar este tipo de serviço, “o que causa algum desconforto e alguma revolta por parte dos utentes que querem fazer um teste a custo zero e não têm onde o fazer”.

“Eu ponho-me do lado dos nossos governantes que veem que não há resposta do lado das farmácias e ficam desagradados, mas eles também têm de se pôr do lado das farmácias e ver que nós somos entidades privadas e que nem sempre temos condições para poder responder e dar na íntegra aquilo que nos é pedido que é condições e segurança”, além de dar resultados fidedignos.

“Daí a utilização dos testes mais caros muitas vezes em detrimento dos que são um bocadinho mais baratos, porque não nos oferecem tanta segurança”, sublinhou Manuela Pacheco.

Posto isto, destacou, existe “uma série de condicionantes que concorrem para a não integração das farmácias neste serviço”, como o facto de as pessoas terem de assinar um compromisso de honra em como não foram vacinadas nem estiveram infetadas há menos de seis meses, que têm mais de 12 anos e que não realizaram mais de quatro testes autorizados para comparticipação pelo SNS.

“Isto continua a ser usado, mas não é uma coisa muito clara e daí muitas farmácias, para não incorrerem involuntariamente num incumprimento, decidiram não fazer”, acrescentou.

Para Manuela, é necessário que haja uma colaboração e “não serem só uns a ceder e, mais uma vez, as farmácias ficarem prejudicadas”, porque o valor da comparticipação do teste (10 euros) “fica muito aquém daquilo que efetivamente nos custa”.

Note-se que a lista de farmácias e laboratórios que realizam este serviço foi atualizada esta segunda-feira. Saiba mais aqui.

Fonte: Agência Lusa


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