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Centenas de polícias manifestaram-se contra o MAI

Written by on 21 de Julho, 2021

Elementos da PSP e da GNR juntaram-se e concentraram-se, hoje, na Praça do Comércio, em Lisboa, para exigir um subsídio de risco.

A concentração começou às 10.30 horas, e em simultâneo os dirigentes dos sindicatos da PSP e das associações socioprofissionais da GNR entraram para o Ministério da Administração Interna (MAI) para iniciarem a reunião com o secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, Antero Luís.

Nesta reunião, as estruturas que representam os elementos da PSP e da GNR vão apresentar uma contraposta ao Governo, no seguimento do MAI ter avançado com uma proposta, que foi rejeita pelos sindicatos da PSP e associações da GNR.

As centenas de elementos da PSP e da GNR estão concentradas em frente ao MAI de camisolas pretas e com cartazes onde está escrito o nome de polícias que perderem a vida nos últimos anos em serviço.

Várias eram as bandeiras hasteadas na manifestação, sendo os mais visíveis da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP/PSP) e a Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR), e cartazes onde se lê “Tratem os polícias com dignidade”, “Vidas a saldo” e “Exigimos respeito”.

Dez sindicatos da Polícia de Segurança Pública e três associações socioprofissionais da Guarda Nacional Republicana exigem um subsídio de risco no valor de 430,39 euros, semelhante ao que é atribuído a inspetores da Polícia Judiciária e do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras.

Já a ASPP e a APG, que apesar de não pertencerem a esta plataforma, defendem o pagamento faseado do subsídio de risco até 2024. Em janeiro de 2022 seria pago 200 euros, em 2023 aumentava para 300 euros, fixando-se em 2024 nos 430 euros.

O MAI propôs um novo suplemento por serviço de risco nas forças de segurança, que irá substituir o atual suplemento por serviço nas forças de segurança, no valor de 100 euros para os elementos em funções de ronda e patrulha, 90 euros para quem têm funções de comando e 80 euros para os restantes operacionais.

A atribuição deste suplemento está prevista no Orçamento do Estado deste ano.

A PSP e a GNR têm realizado vários protestos por causa do subsídio de risco e foram promovendo, ao longo da última semana, vigílias em várias cidades.

Atualmente os polícias recebem o suplemento por serviço das forças de segurança que têm um valor fixo de 31 euros e um outro montante correspondente a 20% do vencimento base.

O vice-presidente da APG explicou que este suplemento por serviço das forças de segurança de forma alguma contempla o risco, sendo apenas uma remuneração para pagar a disponibilidade e trabalho em épocas festivas, feriados e fim de semana.

“Se andamos com uma pistola à cintura isto já é um risco”, referiu.

Fonte: Jornal de Notícias / Foto: Paulo Jorge Magalhães


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