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Presidente da República sobre Operação Marquês: “tudo o que significa a justiça a funcionar é bom”

Written by on 7 de Abril, 2021

José Sócrates saberá na sexta-feira se vai a julgamento no âmbito da Operação Marquês.

Foi durante a visita a um centro social, em Lisboa, que o Presidente da República foi questionado pelos jornalistas sobre várias questões, como foi o caso da vacinação contra a Covid-19, mas também sobre a Operação Marquês.

Quando questionado sobre se tem receio de que a decisão de levar ou não a julgamento os arguidos dos processo, entre os quais está José Sócrates, cause um “abalo no sistema”, o Presidente da República respondeu que não fala sobre “casos específicos, processos específicos”.

Ainda assim, Marcelo Rebelo de Sousa disse que “de cada vez que há avanço num processo judicial, nomeadamente os megaprocessos, que são processos que atraem a atenção da opinião pública, isso é visto pelos portugueses como a justiça a funcionar e a funcionar mais depressa”.

Sem avançar com muitos detalhes, o Chefe de Estado acrescentou ainda que “o máximo que eu posso dizer é que tudo o que signifique verdadeiramente a justiça mostrar o esforço que está a fazer, o Ministério Público, numa fase, os tribunais e também o Ministério Público, os advogados, todos os que estão envolvidos e os funcionários judiciais, noutras fases ou em todas as fases, tudo o que significa justiça a funcionar é bom”.

“Portanto, eu já me pronunciei duas ou três ou quatro vezes quando processos avançaram para julgamento ou avançaram para a instrução antes mesmo do julgamento, na medida em que isso tenha podido significar que, depois de anos de expectativa ou até de formação de uma parte da opinião pública portuguesa de um juízo de dúvida quanto ao período de tempo necessário para o avanço dos processos, isso signifique que a justiça, de facto, está a fazer o que está ao seu alcance para que avancem os processos”, sublinhou.

José Sócrates

José Sócrates saberá na sexta-feira se vai a julgamento no âmbito da Operação Marquês e tornar-se assim primeiro ex-chefe de Governo português a ser julgado por corrupção e outros crimes, caso não seja absolvido na instrução.

O ex-chefe de Governo foi detido há seis anos no aeroporto de Lisboa, proveniente de Paris. Esteve em prisão preventiva e, posteriormente, em prisão domiciliária.

O Ministério Público (MP) contabilizou em 31 crimes, repartidos por corrupção passiva de titular de cargo político, branqueamento de capitais, falsificação de documentos e fraude fiscal qualificada.

Saiba mais sobre a acusação aqui.

Fonte: Agência Lusa


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