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Ensino básico teve menos 170 mil alunos em dez anos

Written by on 21 de Dezembro, 2020

O relatório ‘Estado da Educação 2019’ revela que escolas do ensino básico perderam cerca de 170 mil alunos nos últimos dez anos.

O relatório ‘Estado da Educação 2019’, hoje divulgado pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), revela a diminuição gradual de alunos ao longo dos últimos anos e traça o funcionamento do sistema educativo português no ano letivo 2018/2019.

O documento divulgado refere que no ano letivo 2018/2019 havia aproximadamente 950 mil crianças e jovens no ensino básico (1.º ao 9.º ano) e que, em dez anos, as escolas perderam cerca de 170 mil estudantes.

Já em setembro, a Direção-Geral de Estatística da Educação e Ciência (DGEEC) dava conta de uma diminuição de mais de 420 crianças e jovens nas escolas desde o pré-escolar até ao ensino secundário, nos últimos dez anos.

Tendo em conta os dados do “Perfil do Aluno 2018/2019”, publicado pela DGEEC, nesse mesmo ano letivo havia 1 527 987 de crianças e jovens no pré-escolar, ensino básico e secundário.

Ainda há mais anos, no ano letivo 2008/2009, as creches e escolas tinham perto de dois milhões de alunos (1 953 114).

Conclui-se assim que, em apenas uma década, houve uma ‘quebra’ de 424 127 crianças e jovens.

O estudo “Estado da Educação 2019” mostra também que grande parte dos alunos, a maioria, gosta da escola, mas que são muito menos do que eram há 20 anos.

O documento do CNE, que refere o inquérito internacional da Organização Mundial de Saúde, indica que 70% dos alunos portugueses gostam da escola, mas ao longo dos anos, cada vez mais jovens foram perdendo esse sentimento.

Um inquérito realizado pela Health Behaviour and School-Aged Children (HBSC) a jovens de 11, 13 e 15 anos, revelou que na mudança de século a percentagem de alunos portugueses que gostavam da escola rondava os 85%.

Os portugueses, apesar de se sentirem mais pressionados pela escola, sentem-se globalmente satisfeitos com a sua vida, em linha com a média internacional, que mostra que os mais jovens (11 anos) tendem a ser mais positivos do que os de 13 e 15 anos.

O relatório do CNE sublinha que “o sistema de ensino português registou progressos na última década, mas há ainda problemas que merecem a melhor atenção”, lembrando que a taxa de abandono precoce diminuiu dois terços e a taxa de conclusão do ensino superior passou de 21,3% para 33,5%.

Fonte: Notícias ao Minuto.


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