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Reino Unido recusa quarentena e desconfia da abordagem europeia para travar Covid-19

Written by on 14 de Março, 2020

No Reino Unido, as escolas continuam abertas , quem tem sintomas de gripe deve auto tratar-se, as recomendações de higiene são genéricas, o comportamento em espaços públicos e viagens para dentro e fora do país mantém-se. Ao contrário da grande maioria países europeus, o Reino Unido está a assumir uma abordagem comedida para lidar com o surto do novo coronavírus, no seu território, numa altura em que, há mais de 798 casos confirmados de infecção, e dez mortes registadas.

No entanto, Boris Johnson e a sua equipa estão preocupados com a ameaça pandémica que paira por todo o mundo. Downing Street acredita que já existem, actualmente, entre cinco a dez mil infectados, em todo o país e, num discurso à nação, na passada quinta-feira, o primeiro-ministro não podia ter sido mais claro em relação à gravidade do que aí vem: “Haverá mais famílias que perderão os seus entes queridos antes do seu tempo”.

Assumida esta inevitabilidade, mesmo assim, recusar fechar escolas e espaços públicos, ou cancelar voos. Como era previsível, uma enorme onda de críticas ao executivo conservador, tanto da oposição interna e externa aos tories, como de especialistas e cientistas, que exigem medidas mais robustas, para conter a covid-19 e evitar cenários descontrolados, como os da Itália ou do Irão.

Segundo as estimativas apuradas pelo Governo do Reino Unido, o país está a cerca de quatro semanas de distância dos casos europeus mais graves, em termos de propagação, pelo que os seus conselheiros científicos acreditam que é muito cedo para impor medidas mais restritivas. 


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