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Afinal, como se escolhem os nomes das tempestades?

Escrito por a 23 de Dezembro, 2019

A iniciativa de dar nomes às tempestades resultou de uma colaboração entre as agências de meteorologia portuguesa (IPMA), espanhola (AEMET) e francesa (MétéoFrance). O projecto tem como objectivo “assegurar e facilitar a cooperação” entre os serviços de meteorologia dos países e melhorar a comunicação entre as autoridades.

Uma experiência desenvolvida desde 2015, no Reino Unido e na Irlanda, demonstrou que a população permanece mais atenta às recomendações de segurança quando a ameaça está claramente identificada, com um nome.

No entanto, segundo a agência Estatal de Meteorologia de Espanha, nem todas as tempestades serão batizadas, apenas “aquelas que se agravem de tal maneira que possam produzir um grande impacto em bens e pessoas”, explica o organismo.

Se a tempestade já tiver sido nomeada pelo Centro Nacional de Furacões (NHC) de Miami, por já ter afetado a América Central, e se dirigir depois para a zona da Europa, deverá ser utilizado o mesmo nome, apenas acrescentando-se o prefixo “ex-“.

O mau tempo provocado pela depressão Elsa, entre quarta e sexta-feira, à qual se juntou o impacto da depressão Fabien, provocou condicionamentos na circulação rodoviária, bem como danos na rede elétrica, afetando a distribuição de energia a milhares de pessoas, em especial na região Centro.

No balanço realizado às 20h00 do passado sábado, a Proteção Civil indicou que a situação mais complicada continuava a ser a registada no distrito de Coimbra, sublinhando que os rios Mondego e Tejo se encontram em alerta vermelho.

Os fortes efeitos do mau tempo provocaram dois mortos, um desaparecido, deixaram 144 pessoas desalojadas e 320 pessoas deslocadas por precaução, registando-se mais de 11.200 ocorrências no continente português, na maioria inundações e quedas de árvore.


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