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Cigarros eletrónicos e tabaco aquecido podem causar doença pulmonar grave

Escrito por a 6 de Dezembro, 2019

A Direção-Geral de Saúde avisa que não existem cigarros eletrónicos nem tabaco aquecido que sejam seguros.

Ambos os produtos podem causar graves problemas pulmonares. Nos EUA já morrem 47 pessoas desde agosto.

A Direção-Geral de Saúde (DGS) e o Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD) garantem que “não existem cigarros eletrónicos nem produtos de tabaco seguros, nomeadamente tabaco aquecido. Apresentam riscos para a saúde e não devem ser consumidos.”

Este aviso vem em comunicado por parte das duas entidades de forma a alertar para as consequências do consumo deste tabaco, como por exemplo, doença pulmonar grave. Estes casos, de problemas graves de saúde relacionados com o consumo de tabaco aquecido ou a utilização de cigarros eletrónicos, têm surgido em países como os EUA, Canadá ou Suécia.

“Os Estados Unidos da América (EUA) estão a registar, desde agosto de 2019, casos de doença pulmonar grave, incluindo mortes que, segundo os Centers for Disease Control and Prevention (CDC), estão associadas à utilização de cigarros eletrónicos. De acordo com a última informação desta entidade, datada de 21 de novembro, foram identificados 2290 casos de doença pulmonar grave, incluindo 47 óbitos, associados ao uso de cigarros eletrónicos ou vaping”, pode ler-se no alerta da DGS e SICAD.

“Casos semelhantes estão atualmente em investigação no Canadá, nas Filipinas, na Bélgica e na Suécia”, afirmam, e que o problema está a ser discutido a nível da Comissão Europeia, “em termos de avaliação e gestão de risco e eventuais medidas a adotar”.

Algo a ser ainda sublinhado é o facto de que “existe uma grande diversidade de líquidos utilizados em cigarros eletrónicos, com e sem nicotina, e com diferentes tipos de aromas, no mercado. Embora a investigação destes casos não esteja ainda concluída, o acetato de vitamina E, o canabidiol e outros derivados de canábis e o diacetil parecem ser substâncias associadas a estas lesões pulmonares”, destaca o comunicado.

A DGS e o SICAD garantem que “os cigarros eletrónicos, com ou sem nicotina, nunca devem ser usados, particularmente por jovens, jovens adultos ou mulheres grávidas“.

As duas entidades “alertam os consumidores de cigarros eletrónicos para que não modifiquem ou adicionem quaisquer substâncias aos líquidos para cigarro eletrónico legalmente comercializados e devidamente rotulados pelo fabricante, ou usem líquidos ou produtos comprados fora dos circuitos legais de comercialização, incluindo através da Internet”.

São deixadas ainda algumas recomendações: “os consumidores de cigarros eletrónicos devem estar atentos e procurar um médico imediatamente se desenvolverem os seguintes sintomas: tosse, falta de ar, dor no peito, febre, calafrios, náuseas, vómitos, dor abdominal ou diarreia“. Os sintomas “podem desenvolver-se ao longo de alguns dias, ou ao longo de várias semanas”.

“Os adultos que usam cigarros eletrónicos para deixar de fumar não devem voltar a fumar. Devem avaliar todos os riscos e benefícios e considerar a utilização de terapêuticas de substituição de nicotina aprovadas pelo INFARMED, ou procurar apoio junto do seu médico ou de uma consulta de apoio à cessação tabágica”, pode ler-se nas últimas linhas do comunicado referido.


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