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Mulheres portuguesas trabalham mais 54 dias do que homens para ganhar o mesmo

Escrito por a 8 de Novembro, 2019

Ainda em rescaldo do Dia da Igualdade Salarial, a presidente da Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE) destacou que nos últimos quatro anos Portugal tem evoluído de forma positiva na diminuição da desigualdade salarial entre mulheres e homens.

Segundo Joana Gíria, com a retoma da economia “o salário mínimo aumentou e nós sabemos que o maior grupo de pessoas que recebe salário mínimo são mulheres, o que significa naturalmente que a disparidade diminuiu”, apontou Joana Gíria.

A presidente da CITE explicou que, em Portugal, o Dia da Igualdade Salarial assinala-se simbolicamente em 08 de novembro, porque marca o número de dias em que as mulheres não são pagas tendo em conta o que é o seu rendimento: “Havendo uma disparidade de 14,8% de rendimento em desfavor das mulheres, fazendo as contas, são 54 dias por ano que as mulheres teriam de trabalhar a mais para atingirem os rendimentos dos homens. Ou, de outro modo, os homens poderiam deixar de trabalhar no dia 08 de novembro e as mulheres teriam de continuar até ao fim do ano para receberem o mesmo salário”, referiu.

Além disso, existe ainda um problema de “tetos de vidro”, ou seja, profissões às quais “as mulheres praticamente não ascendem”, grande cargos como de chefia ou de direção.

Sobre este fenómeno, a presidente da CITE apontou que o país não só se apercebeu do problema, como reagiu e tentou combater através da criação de quotas em cargos diretivos a serem preenchidas por mulheres.

As estatísticas europeias, da responsabilidade do Eurostat, apontam para as mulheres terem, em média, salários 16% mais baixos do que os dos homens, um valor que sobe ligeiramente para os 16,3% no caso português.

Joana Gíria esclareceu que a diferença deste valor para com os 14,8% das estatísticas nacionais tem apenas a ver com diferentes formas de apuramento de dados, já que para o Eurostat contam os salários brutos, por hora, de empresas com mais de 10 trabalhadores, enquanto Portugal tem em conta a média de salários de homens e mulheres de todas as empresas.

Para a presidente da CITE, tanto a promoção da igualdade salarial, como a promoção de mulheres a cargos de topo “são medidas fundamentais” para se encontrar “o equilíbrio”, destacando também que “uma das medidas mais bem conseguidas até agora foi a criação da licença parental partilhada”.


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